SENAC 2026: professores rejeitam proposta e exigem R$ 50 por hora-aula em assembleia histórica

Em uma demonstração histórica de unidade, mais de 500 professores do Ensino Médio do SENAC participaram de assembleia remota estadual no dia 10 de abril. A categoria rejeitou por unanimidade a contraproposta patronal de apenas 1% de aumento real, mantendo a exigência pelo valor da hora-aula em R$ 50,00.

Por que a categoria disse não?

A proposta apresentada pelo SENAC foi considerada insuficiente e desrespeitosa diante da realidade econômica e do desgaste da categoria. A assembleia, que se estendeu por mais de sete horas, ocorreu sob denúncias de tentativas de constrangimento por parte da instituição para evitar a participação docente. Apesar disso, o quórum recorde fortaleceu a posição da Fepesp e dos sindicatos integrantes nas mesas de negociação.

Mobilização permanente: a onça-pintada e os R$ 50

A categoria aprovou um calendário de mobilização rigoroso. Durante as próximas semanas, os professores utilizarão camisetas pretas e botons com a imagem de uma onça-pintada — uma alusão direta à nota de R$ 50,00, valor reivindicado para a hora-aula. O Sinpro Rio Preto e o SinproSP já iniciaram atividades de panfletagem nas unidades para garantir que nenhum docente fique de fora deste movimento.

Próximos passos: negociações e assembleia de 22 de abril

As rodadas de negociação conduzidas pela Fepesp continuam nos dias 15 e 22 de abril. O objetivo é pressionar a gestão do SENAC a apresentar uma proposta que reflita a realidade e a importância da categoria.

A assembleia foi mantida em caráter permanente. O próximo encontro oficial já tem data e hora marcadas:

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Manifesto dos Docentes do SENAC do Estado de São Paulo

“Cinquenta reais a hora-aula não é luxo, é justo e digno!”
Manifesto Docente Unificado · Assembleia de 10 de abril de 2026

Nós, docentes do Senac do estado de São Paulo, reunidos em Assembleia Docente realizada em 10 de abril de 2026, manifestamos nossa decisão e tornamos pública nossa preocupação diante do crescente cenário de alta carga de trabalho e a insuficiente valorização profissional daqueles que sustentam diariamente a excelência educacional desta instituição.

O Senac construiu ao longo de sua história uma imagem sólida de inovação, qualidade e compromisso com a formação profissional. Tornou-se referência no Estado de São Paulo, ampliando unidades, cursos, projetos pedagógicos e sua presença estratégica em diferentes regiões. Esse crescimento é visível, celebrado e reconhecido pela sociedade, que usufrui de toda a sua estrutura e profissionalismo.

Entretanto, por trás de cada unidade inaugurada, curso lançado e indicador positivo, existe o trabalho intenso e contínuo de seus docentes. Somos nós que realizamos o complexo e desafiador trabalho educativo, planejamos aulas, construímos coletivamente o conhecimento, mediamos e avaliamos a aprendizagem de múltiplas formas, acolhemos os estudantes, atualizamos e produzimos conteúdos didáticos, realizamos adaptação para os casos de singularidades, acompanhamos as transformações do mercado e da sociedade, lidamos com as demandas emocionais crescentes, desenvolvemos projetos bimestrais, eventos e parcerias pedagógicas, preenchemos sistemas, planilhas, formulários, atendemos metas e, com tudo o que o trabalho nos demanda, garantimos a qualidade que a marca Senac anuncia.

O sucesso institucional não nasce do acaso. Ele tem rosto, voz, preparo técnico e compromisso pedagógico. Ele nasce nas salas de aula, bibliotecas, laboratórios e ambientes educacionais onde atuam professoras e professores cada vez mais pressionados por múltiplas exigências, prazos curtos e jornadas de trabalho nas quais não cabem toda a densidade do trabalho docente.

A realidade do mercado de trabalho e do processo educacional mudou e as exigências aumentaram. O perfil dos estudantes requer muito de nós física, psicológica e emocionalmente. As demandas tecnológicas cresceram, e o trabalho docente tornou-se mais intenso e mais estratégico, o que exige também que a valorização acompanhe essa transformação na mesma medida.

Não é coerente celebrar expansão sem reconhecer o que e quem a torna possível. Exigir qualidade, esforço e excelência permanente pede condições adequadas de trabalho. Aquele que realiza todo o esforço para que o projeto Senac seja possível não deve ser visto como custo, mas como um investimento fundamental.

Nossas reivindicações

  • Valorização salarial compatível com a responsabilidade e complexidade da profissão. R$ 50,00 por hora-aula é o mínimo no atual cenário socioeconômico.
  • Vale-Refeição/Alimentação de R$ 50,00 pelo dia trabalhado, independentemente da carga horária semanal — 30h ou não.
  • Condições dignas e equilibradas de trabalho.
  • Políticas efetivas de saúde mental e bem-estar.
  • Reconhecimento do papel essencial de todos os educadores, não somente daqueles que possuem elevada carga horária.

Valorizar todos os docentes é inteligência institucional. Um projeto pedagógico prospera com professores e professoras respeitados e permanece forte quando valoriza e credibiliza quem lhe constrói todos os dias.

Seguiremos comprometidos com nossos estudantes, com nossa responsabilidade com a docência e com a qualidade do ensino, mas com a mesma seriedade com que trabalhamos, também desejamos o respeito, o diálogo e a coerente valorização profissional. Porque onde há educação de excelência, há docentes valorizados.

Assinam conjuntamente: Docentes do Ensino Médio do SENAC São Paulo — Interior e Capital. Entidades sindicais representantes — Interior e Capital. Assembleia Docente Unificada de 10 de abril de 2026.

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