Ensino Superior: estado de greve aprovado e assembleia convocada para 14 de maio

Docentes do Ensino Superior de Rio Preto e região decidiram, em unidade com o estado, manter a mobilização contra a retirada de direitos e a precarização salarial.

Os professores e professoras do Ensino Superior privado no estado de São Paulo, incluindo a base do Sinpro Rio Preto, rejeitaram a contraproposta apresentada pelas mantenedoras (Semesp) e aprovaram o estado de greve durante assembleia estadual realizada na última quarta-feira, 23 de abril.

A decisão, tomada por ampla maioria, reflete a insatisfação da categoria diante de uma proposta patronal que, além de não recompor as perdas inflacionárias, avança sobre direitos históricos conquistados em convenções anteriores.

Proposta patronal ameaça direitos consolidados

Durante a assembleia, dirigentes da Fepesp detalharam os motivos da rejeição. O índice proposto pelas instituições de ensino não recompõe a inflação de forma adequada e não incide sobre a data-base, o que gera um prejuízo direto no cálculo de férias e FGTS. Além disso, as mantenedoras tentam substituir parte do reajuste por abonos, sem incorporação definitiva ao salário.

No campo das cláusulas sociais, o cenário é de desmonte. Entre os pontos mais críticos estão:

  • Mudanças prejudiciais nas regras de bolsas de estudo;
  • Restrições ao acesso ao plano de saúde;
  • Flexibilização de garantias de estabilidade;
  • Medidas que facilitam demissões e reduções de carga horária.

O que é o estado de greve?

O estado de greve é uma deliberação formal da categoria que sinaliza prontidão para a paralisação caso as negociações não avancem. Não significa que a greve já foi deflagrada, mas que os trabalhadores estão mobilizados e em alerta máximo. A decisão final sobre deflagrar ou suspender a greve será tomada em nova assembleia.

Contraste com os lucros do setor

Um ponto central do debate foi o contraste entre a proposta de arrocho e os resultados financeiros das grandes mantenedoras. Dados apresentados na assembleia mostram que os maiores grupos educacionais do país registraram lucros expressivos no último período.

Para o Sinpro Rio Preto, não há justificativa econômica para a retirada de direitos. A intenção do patronato é ampliar margens de lucro às custas da precarização do trabalho docente — o que impacta diretamente a qualidade do ensino.

Próximos passos: assembleia decisiva em 14 de maio

Como encaminhamento da rejeição, a categoria aprovou o estado de greve e convocou uma nova assembleia para o dia 14 de maio (terça-feira), às 15h, em formato remoto. Nesta data, a categoria poderá deliberar sobre a deflagração da greve, caso as negociações não avancem para uma proposta que respeite a dignidade dos professores.

Assembleia Estadual Unificada do Ensino Superior

Filie-se e faça sua voz ser ouvida

A força de uma assembleia é medida pela participação da base. Quanto mais professores organizados, maior o poder de negociação do sindicato. Se você ainda não é filiado ao Sinpro Rio Preto, este é o momento de mudar isso.

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